Archive for Novembro 2014

Tea-Bag O Sorriso da Esperança de Henning Mankell


Embora não seja uma novidade deste mês, aqui está um livro que tinha alguma curiosidade em ler. 
 
Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.




Jesper Humlin é um conceituado poeta sueco que está a passar por uma fase algo caótica da sua vida pessoal e, para cúmulo, o seu editor, intima-o a escrever um policial, género que o poeta despreza. 
Um dia, Jesper vai dar uma série de palestras na zona de Gotemburgo e entra em contacto com uma comunidade de imigrantes ilegais. 
Mas são três jovens, em particular, que o irão marcar profundamente e inspirá-lo para uma nova aventura literária - Tea-Bag, uma refugiada nigeriana, Leila, oriunda do Irão, e Tania, uma jovem da Europa de Leste. 
Cada uma delas traz consigo uma história de vida, a fuga à opressão e o anseio pela liberdade, uma voz que deseja ser ouvida e que faz nascer em Jesper a vontade de a dar a conhecer ao mundo. Um romance inspirador, iluminado pela esperança, a comédia e o humor e ensombrado pela realidade trágica das vidas que sofrem a marca indelével do preconceito e do racismo


 
Henning Mankell nasceu em 1948, numa pequena cidade do Nordeste da Suécia.

Publicou o seu primeiro romance em 1973, mas só se tornou conhecido em todo o mundo com a obra Assassino sem Rosto, de 1991, e com outros romances policiais, protagonizados por Kurt Wallander, que a Presença tem editado na coleção «O Fio da Navalha». Henning Mankell é um dos autores mais prestigiados a nível internacional e o conjunto da sua obra, traduzida em 45 línguas, vendeu já mais de 40 milhões de exemplares em todo o mundo. Tem sido distinguido com inúmeros prémios, entre os quais o Crime Writers’ Association Macallan Gold Dagger e o German Tolerance Prize. 


Mankell divide o seu tempo entre a Suécia e Moçambique, onde é diretor do Teatro Avenida, em Maputo.

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O Olhar do Açor Crónicas da Terra e do Mar - Livro 1 de Sandra Carvalho





























Mais um livro que foi publicado este ano
 
Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.


A descoberta dos Açores, e todo o mistério e aventura que a envolveu, foi o mote para esta obra em dois volumes de Sandra Carvalho. É uma narrativa que entretece com mestria verdade histórica e ficção, a realidade da sociedade portuguesa do século XV e a fantasia das personagens e dos cenários imaginados pela autora. 

Neste primeiro volume, que se centra nas histórias de vida dos fidalgos, ganham principal relevância as figuras de Constance, uma nobre inglesa enviada para Portugal para se casar com Gonçalves Vaz, senhor da valiosa herdade de Águas Santas; Nuno Garcia, um corsário implacável; Leonor, fruto ilegítimo da paixão de Constance e de Diogo, o jovem corajoso, protegido de Nuno Garcia e que Constance conhece durante a viagem, Guida, a escrava negra que cresceu com Leonor, e Tomás Rebelo, o fidalgo malévolo que deseja assenhorear-se de Águas Santas. Intriga, ganância, amor, paixão, e uma aura de misticismo, num romance extraordinário.



 
Sandra Carvalho é uma das autoras portuguesas mais conceituadas do género fantástico.  

A Saga das Pedras Mágicas, que a Presença publicou também nesta coleção, e que é constituída pelos títulos A Última Feiticeira, O Guerreiro Lobo, Lágrimas do Sol e da Lua, O Círculo do Medo, Os Três Reinos, A Sacerdotisa dos Penhascos, O Filho do Dragão e Sombras da Noite Branca, conquistou um vasto número de fãs entre os apreciadores do género.  

O Olhar do Açor, a sua obra mais recente, é o primeiro dos dois volumes de Crónicas da Terra e do Mar.

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Resultado Passatempo: Ethel - Amanhã em Lisboa de Cesário Borga









O blog Livro e Marcadores e a Editora Planeta agradecem as 216 participações. 

O(a) vencedor(a) foi:  







213 - Maria Teresa Martins Silva - Arcozelo





Parabéns
A equipa do "Livros e Marcadores"

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Resultado Passatempo: Confissões de Maria Antonieta de Juliet Grey









O blog Livro e Marcadores e a Editora Planeta agradecem as 236 participações. 

O(a) vencedor(a) foi:  







160 - Sandra Raquel da Costa Alves - Aveiro





Parabéns
A equipa do "Livros e Marcadores"

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BookBraggie #81


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BookBraggie #80


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BookBraggie #79


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BookBraggie #78



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Resultado Passatempo: A Cidade do Fogo Celestial









O blog Livro e Marcadores e a Editora Planeta agradecem as 211 participações. 

O(a) vencedor(a) foi:  







141 - Eulália Patrícia Barbosa Sousa - Paredes





Parabéns
A equipa do "Livros e Marcadores"

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Resultado Passatempo: A Princesa Branca









O blog Livro e Marcadores e a Editora Planeta agradecem as 241 participações. 

O(a) vencedor(a) foi:  






113 - Joana Rita Sá Bento Amaral - Viseu





Parabéns
A equipa do "Livros e Marcadores"

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Opinião: Um Estranho Lugar Para Morrer de Derek B. Miller




 
Sheldon, um judeu americano, parece ter chegado ao fim da linha. É viúvo, tem 80 anos, e revela sinais de demência. A filha, preocupada, decide levá-lo para Oslo, onde vive com o marido. 

Um dia, quando o deixa sozinho no apartamento, Sheldon ouve ruídos na escada. Percebe que é uma vizinha a ser perseguida, a tentar proteger desesperadamente um filho pequeno. A mulher acaba por ser morta selvaticamente. Mas o octogenário consegue, in extremis, esconder a criança dos perseguidores. É o ponto de partida de um romance onde tudo nos surpreende. 

Aos poucos, juntamos as peças do puzzle. Sheldon é afinal um ex-veterano da Guerra da Coreia, que há décadas vive num secreto inferno, a tentar expiar um crime involuntário. Num último esforço para se redimir, assume como missão salvar o filho da vizinha. Numa terra desconhecida para ambos, começa uma fuga épica, que os levará aos confins da Noruega - e uma perseguição implacável, movida por um gangue kosovar.

Um estranho lugar para morrer, considerado o melhor romance do ano por uma série de publicações, desafia qualquer definição. O ritmo e a tensão absolutamente sufocantes remetem para o thriller moderno, do mais fino recorte escandinavo. Mas o autor, um ativista do desarmamento e dos direitos humanos, usa a dramática epopeia de Sheldon para pôr a nu a violência latente na cultura ocidental.


 






Sheldon, um judeu americano, ex-marine de 82 anos, vai viver com a sua neta e o seu marido para a Noruega. Vive com os fantasmas da guerra e com a mágoa de ter perdido o filho. Quando tudo aparentemente se encaminha para viver os últimos dias da sua vida, uma discussão entre os vizinhos altera tudo obriga-o a agir…

Este é um livro que me encheu as medidas. Destacou-se entre os livros que tive o privilégio de ler este ano!

O enredo é simples, "limpo" e atractivo. E contém um delicioso jogo entre a demência e a lucidez.  

A escrita é fluida, perceptível e coerente. Aqui gostava de deixar uma nota de apreço à tradutora (e autora), Tânia Ganho, por ter levado ao leitor esta obra impressionante e ter conseguido passar tão vividamente esta história no seu todo para o papel e para a nossa língua.

Sheldon é de facto uma personagem que não vou esquecer, a sua caracterização é excepcional. A sua postura perante a vida e a sua determinação são convincentes e verosímeis. (Passei bons momentos na sua companhia, e fez com que durante a leitura andasse sempre com um sorriso nos lábios.)

É um homem inteligente, determinado, com uma "lucidez" e um sentido prático da vida vincados. Não é um super homem, mas sim uma personagem com uma humanidade que extravasa a ficção, com as limitações próprias da idade, com um passado cheio e rico de experiências, com as cicatrizes próprias de uma vida longa, e ainda assim, de alguma forma, um incompreendido. 

Quando pensamos num homem de 82 anos, vem-nos à ideia: fragilidade, cansaço, demência, problemas de locomoção,... 

Como se consegue tornar a aparente inércia em algo bem mais forte, robusto e com um dinamismo surpreendente sem contudo perder as amarras próprias da idade, e, ainda assim construir uma personagem impar? Julgo que só lendo o livro e testemunhando este facto é que se consegue alcançar a grandeza da personagem.

A tridimensionalidade foi amplamente conseguida. Sheldon é um exemplo de caracterização, e para mim, uma das melhores construções literárias que tive a oportunidade de testemunhar, no que a personagens diz respeito.

Há dois detalhes que sobressaem e tornam este livro Grande, nomeadamente "Sheldon" e o humor assertivo que acompanha este livro.

Julgo que facilmente deduzem como este livro me preencheu. São livros como este que me marcam, pela peculiaridade e pela consistência, com personagens crediveis e revigorantes. 

Este autor entrou na linha frente dos meus autores de referência, e apenas com um livro!!

Mais do que recomendo. É um livro obrigatório e uma prenda magnífica para este Natal.

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