#13 Café -American Press (LifeStyle)


#13 Café -American Press (LifeStyle) 



Tenho o café com um produto diferenciado, de excelência.  Um produto que reconforta o estômago, que nos transporta entre o tempo através do paladar e do aroma.

É frequente partilhar o meu gosto por café entre amigos, familiares e em qualquer conversa de circunstancia que se propicie. É aquele assunto que traz um misticismo peculiar! Um assunto que muitas vezes é desvalorizado pela sua aparente "vulgaridade" e aparente "falta de conteúdo". 

É daqueles assuntos que começam mornos, afinal é café, algo que se toma e não algo sobre o qual se conversa. Mas eis que é ai que tudo começa, nesse "não assunto" que escassos minutos depois da conversa ter começado já capta a atenção dos mais céticos! 

"Sabes como dizem que descobriram o café?" "E como ele veio ter ao nosso pais?" "Sabias que o café é a segunda bebida mais consumida no planeta?"  

Este começa por ser o preâmbulos de uma conversa banal que se adensa e capta atenções para além do circulo da conversa. E quando se fazem comparações entre a multiplicidade de sabores do café e do vinho? É delicioso ver a surpresa estampada no rosto. E depois é ver a reconhecer que aquele cheiro peculiar do café nos remete para a nossa infância (muitas vezes os nosso avós).

É por isso que não me canso de experimentar e saborear um bom café. Tal como não me coíbo de testar novas formas de o preparar. E é assim que me cruzei com a "American Press"! Numa dessas quotidianas pesquisas pela internet.


Como usar:

Começamos por moer diligentemente o café. Ajudar a libertar o aroma inconfundível e activar os óleos dos grãos numa moagem harmoniosa.

  

Um pequeno cilindro transporta o café moído e pausadamente mergulha-o na água quente. 

O cilindro é transparente e a barreira que impede que o café se disperse é um filtro, uma delicada rede de aço inoxidável que permite e facilita a extração. É a esta rede que cabe a responsabilidade de fazer a triagem e evitar que os sedimentos adulterem o sabor.

Esta é a fase onde a magia ocorre, essa explosão despoletada pelo contacto, nesse suave traço de tinta castanha que tinge a água e faz lembrar chocolate! 



Mas o processo não termina ai! Sugere-se o repetir do processo dotando o café de tons mais fortes e definidos, ainda que sempre com movimentos pausados e preguiçosos, mas consistentes. Depois é uma questão de preferência, mais forte ou mais suave a decisão é sua.

A ergonomia da construção foi pensada de forma a evitar potenciais e desagradáveis salpicos. A sua construção é 100% livre de BPA, como convém.



  Opinião:


A American Press é um método de fazer café que está ali entre a Aeropress e a Cafeteira Francesa. As três alternativas são métodos manuais que melhoram com a experiência do utilizador.

Nunca é demais referir que seja qual for o método que escolher é importante o café ser fresco e de preferência haver uma moagem no momento em que se vai fazer o café.


Na minha opinião, cada uma das três têm um propósito diferente. Por seu lado a Cafeteira Francesa oferece (na minha modesta opinião) um café mais encorpado. Requer uma moagem mais grossa e com a ajuda do seu filtro de metal e da pressão do êmbolo oferece  um café mais agreste, mais rústico. 


A Aeropress é um método muito em voga, que permite uma fácil personalização do café a extrair. É fácil conseguirmos a distinguir o que funciona melhor com um determinado café acabado de moer: se uma moagem diferente ou se o tempo de extracção deve ser maior ou menor. Pelas suas característica e o seu tamanho, ganha destaque pela portabilidade pelo seu reduzido tamanho. Parece-me um café mais "limpo" pela utilização dos filtros, quer de papel ou de metal. E existe toda uma cultura e comunidade inerente a este mecanismo o que por si só facilita a partilha e discussão das melhores práticas.

Por último, e em relação ao que nos trás por cá temos a American Press. Aqui é a água que aguarda expectante pelo contacto do café, ao contrário das outras duas. O resultado é uma mistura de ambos métodos referidos. Há aqui um atenuar de um café mais rústico, um suavizar de algumas notas sentidas e uma consistência mais harmoniosa quando comparada com a Cafeteira Francesa. Parece-me que há também uma maior consistência no paladar sem contudo lhe ofuscar essa "rudeza" tão peculiar no café, ao contrário do que acontece com a Aeropress que torna o café mais "aveludado", limando-o e tornando-o mais uniforme.


Na minha opinião a American Press consegue-se diferenciar e oferecer diferenças assinaláveis perante os seus congéneres. Consegue ganhar lugar por mérito próprio como alternativa a qualquer dos outros métodos de fazer café.

Qual a melhor? A resposta do costume... , depende do consumidor, das preferências de quem o bebe. É como o chocolate (branco, negro ou castanho?), não há melhores! Há quem goste de um chocolate menos adocicado e recorrem ao chocolate negro, ou há quem adorem o potencial da gordura das sementes do cacau e a sua preferência recaia no exponente máximo do chocolate branco, por exemplo.

Mas recordo que o método é só uma das variáveis! Além do tipo de moagem, da frescura do café e outras tantas variáveis, o tipo de café, a origem, o método de lavagem e a quinta pode ditar o método apropriado de forma a que sejam realçados as suas melhores características. Um café pode resultar melhor na American Press do que na Cafeteira Francesa, e isto só pelas características que mais nos apraz e pretendemos destacar. É o auge da personalização deste multifacetado produto que é o café.





A minha recomendação é simples, experimente! Entregue-se ao prazer de encontrar novos sabores, novas formas de fazer o seu café. Vá aprimorando a forma, vá diversificando o método e ... acima de tudo: desfrute. O objectivo não é só beber um bom café, isso é uma imagem muito redutora, o objetivo é poder apreciar o caminho para chegar ao "nosso café" e apreciar o resultado final como um todo. 

Concerteza testemunharam que na vida as coisas que nos dão mais prazer são aquelas que são personalizadas, em que participamos activamente na sua construção e que assim tem um pouco de nós.

a) Material e descrição

- Corpo de parede dupla resistente e lavável na máquina de lavar louça.
- Filtro: Ultra fino "100 micron" (aço inoxidável)
- Selo de silicone de qualidade médica que permite uma vedação eficaz.
- Topo de aço inoxidável
- Capacidade ronda os 400 ml


b) Conteúdo da caixa

A caixa traz uma American Press.


c) Cores e tamanhos

Modelo único.

d) Dimensões, peso e capacidade
 
Dimensões: 8.89 x 8.89 x 21.6 cm
Peso: 635 g 
Capacidade: +/- 400 ml


 
e) Onde podem ser adquiridos:

https://www.amazon.es/Envase-herm%C3%A9tico-inoxidable-Coffee-Gator/dp/B01GW3LSP4/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1477912000&sr=8-1&keywords=coffee%C2%B4gator
- Pode ser adquirido directamente no site aqui ou no site da Amazon
- Preço actual do American Press  : 79,95 usd (Jul 2018)


f) Sobre a empresa

A American Press é um projecto que começou com a ideia de um estudante de design, formado em Física e apaixonado por café que se reparou que as Cafeteiras Francesas que professores e colegas transportavam traziam vestígios das últimas utilizações e começou a fazer esboços de uma melhor solução que juntasse: fácil utilização, manuseamento e limpeza. 



 A American Press nasceu em Chicago e foi criada em Detroit. As suas origens estão ligadas à Universidade de Northwestern.

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O Anjo-da-Guarda de Arto Halonen e Kevin Frasier


«O caso Hardrup-Nielsen é um dos mais inacreditáveis da História e chegará, em breve, às salas de cinema



Em 1951, um homem caminha pelas ruas de Copenhaga como se estivesse sem rumo. Palle Hardrup dirige-se para um banco, dispara contra o gerente e um funcionário e foge com o dinheiro. Quando é preso e interrogado afirma não se lembrar de nada e as testemunhas oculares corroboram que ele parecia estar numa espécie de transe.

O investigador Anders Olsen descobre que quando Palle cumpria pena de prisão esteve na mesma cela do carismático Björn Nielsen. Juntos, fizeram yoga e meditação – e Olsen começa a suspeitar que Nielsen o hipnotizou e lhe ordenou que roubasse o banco. Anders também suspeita que Nielsen é o misterioso Anjo-da-Guarda, que Palle afirma que lhe envia mensagens de Deus.

Mas este homem foi um ex-colaborador nazi e tudo indica que de facto, alguém quer que arque com as culpas. Quanto mais investiga mais a sua saúde mental começa a entrar em colapso com as maquinações que vai descobrindo e com a hipótese aterradora de alguém poder manipular outra pessoa para cometer um crime.


 
Arto Halonen é um director de cinema e guionista, conhecido pela sua vincada consciência social em relação aos seus objetivos. É uma das poucas pessoas no mundo que entrevistou o assassino Palle Hardrup.

Kevin Frazier é um romancista, escritor de ficção, ensaísta e revisor que mora em Helsínquia. As colaborações anteriores entre Halonen e Frazier incluem o premiado documentário Shadow of the Holy Book.

http://www.planeta.pt/

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Roteiro Cafés de Especialidade (Porto) #RoteiroCafesPortugal

Como sabem uma das coisas que aprecio é o bom café. Os chamados cafés de especialidade.

Sim, sou da opinião que não faz sentido não se permitir ser exigente com o que diariamente bebemos e aceitar simplesmente um mau café sem nunca ficar a conhecer as potencialidades do mesmo. Aprecio o sabor de um bom café arábico.

Quanto ao aroma e sabor o café tem múltiplas variedades que prometem satisfazer os mais exigentes palatos. Há sabores  citrinos, ácidos, doces, desde toques que lembram o chocolat
e até às peculiares notas de caramelo entre muitos outros. É só permitir-se saborear e deixar-se seduzir pela virtuosa essência de um bom café.

Para quem não sabe sou o "maluquinho" que compra café em grão (recém torrado), que pesamói o café momentos antes da extração quer seja através de máquina expresso, cafeteira francesa, aeropress ou V60. Mas não é preciso tanto para beber bom café...

Quanto ao espaço que hoje aqui vos trago:

Escondido numa viela, a escassos metros das margens do Rio Douro, em Vila Nova de Gaia está o  7g (7groasters). O nome do espaço deduzo eu que tenha a ver com as 7g que são necessárias para fazer o expresso perfeito (mais isso é uma dedução pessoal).

É um espaço decorado com muito bom gosto, era um antigo armazém de velharias.

Com uma dimensão satisfatória permite acolher grupos. Divide-se num espaço coberto e numa espécie de esplanada. Como está entalado entre outras construções acaba por estar resguardado das desagradáveis nortadas que muitas vezes dão o ar da sua graça por estes lados. Ainda assim, julgo que uma estrutura de vidro amovível no cimo da esplanada, permitiria aproveitar a esplanada nos dias de chuva e não poria em causa os deliciosos raios de luz que dali provêm e que muito realçam a beleza do espaço.

No espaço coberto, há um espaço "aberto" que (presumo) permite ver o processo da torra. Infelizmente, enquanto lá estive não tive a oportunidade de testemunhar esse processo.


Dispostos pelo espaço interior é possível encontrar e comprar alguns acessórios e o próprio café (com o selo 7g) para poder levar para casa.


Como um café de especialidade que se preze tem baristas (profissionais qualificados e habilitados a tirar café de forma a propiciar e realçar as suas naturais características) este espaço não foge à regra.

Outro dos apelativos deste espaço é um dos profissionais mais reputados do nosso pais, o barista David Coelho, campeão Português em 2014 e bi-campeão em 2016 e 2017, com quem já tive a oportunidade de trocar algumas palavras mas que estava de férias durante a minha visita. :(

A minha experiência: Tive a oportunidade de provar o café e mais tarde, nesse mesmo dia numa segunda visita, lanchar no espaço.

Quanto ao preço, como sabemos a qualidade paga-se, por isso foi com surpresa que deparei com um café de especialidade (expresso) a € 1,00, nada de extravagante, convenhamos. Tive à escolha café do Brasil, Panamá e duas variantes de Etiópia. A minha escolha para o expresso foi uma das variantes de Etiópia e no lanche no cappuccino e no latte foi o blend arábico da casa recomendado pela pessoa que nos serviu.

Há outros espaços no Porto que apregoam ter café de especialidade e que cobram bem mais e ainda assim ponho muitas duvidas quanto à sua qualidade! Duvido da frescura do grão utilizado desses cafés, tal como das condições em que guardam o referido café. E infelizmente dão má reputação e uma ideia errada do que é o café de especialidade. Por isso € 1,00 parece-me um preço mais do que justo e mais que tudo um integro e honesto convite a provar um bom café.


O único detalhe que teve uma nota de desagrado da minha parte foi o copo de água que diligentemente acompanhou o café. A água tinha ligeiro sabor, pretenderia-se que fosse insípida. Quando tive a oportunidade de dar a nota ao pessoal garantiram-me que era filtrada mas concordaram com observação.

Quanto ao pessoal, foi simpático e atencioso, mesmo quando abordado com duvidas e uma ou outra opinião/sugestão. ;)


Classificação: 4.9*
Tendo em conta:
Espaço (Ergonomia, Tamanho, Localização): 5*
Atendimento, logística, restante serviço e restantes produtos: 4,8*
Café: 5*

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Opinião: O Pântano dos Sacrifícios de Susanne Jansson

 



Em tempos, realizavam-se oferendas humanas em pântanos.

Agora, há pessoas a desaparecer…

Crê-se que antigamente os pântanos eram usados como locais onde se realizavam sacrifícios humanos. Por serem pobres em oxigénio, estes terrenos atrasavam o processo de decomposição dos corpos, levando à sua preservação. Há por isso quem acredite que as almas lá enterradas não conseguem encontrar descanso, atraindo até si novas vítimas.

Nathalie Nordström é uma jovem bióloga que se desloca até a um pântano no norte da Suécia para realizar uma experiência de campo. Nathalie cresceu naquela zona, mas partiu quando uma terrível tragédia se abateu sobre a sua família.

Numa noite de tempestade, um mau pressentimento leva-a até ao pântano. Lá encontra um homem inconsciente, prestes a afundar-se. A polícia começa a investigar o caso e acaba por encontrar cadáveres ali enterrados.

Estará o pântano a reclamar mais sacrifícios, como alguns habitantes locais acreditam?.
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É um livro com uma mística muito peculiar. Este é o livro que serve perfeitamente quem gosta de um toque de sobrenatural. A autora tenta manter sempre um manto denso de nevoeiro sobre a história. 


A personagem central do livro é Nathalie, bióloga, uma jovem que regressa à sua terra natal sob o pretexto de estudar as características do pântano. No seu passado existem duas histórias trágicas que a atingiram no âmago e mudaram por completo a sua vida e que só serão reveladas mais para o final do enredo.


O pântano representa também ele um papel relevante, dir-se-ia uma personagem omnipresente em toda a trama, que evoca o misticismo, o mistério e mantém aquela névoa que convenientemente desfoca e coloca em dúvida o leitor. 

Para adensar a sua relevância, neste pântano havia sido encontrado um corpo de uma jovem da idade do ferro, corpo que ficou preservado devido à composição especial destes solos aquosos. Especula-se ainda que estes pântanos eram escolhidos para fazer sacrifícios humanos! Uma série de desaparecimentos mal explicados ao longo dos anos alimenta alguma especulação por parte de alguns dos habitantes.

Outra das personagens que acaba por contextualizar várias das personagens secundárias é Maya, fotógrafa artística e forense, que tenta descobrir numa primeira fase quem atacou Johannes, um jovem estudante, que caiu inanimado perto do pântano. Pelo caminho sente-se atraída pela inusitada história que acompanha aquele pântano. E no final vê-se em mãos com um mistério bem mais complexo e possivelmente mais perigoso do que previra.

Apesar de gostar mais de thrillers psicológicos que envolvam mistérios bem mais "terrenos" não pude deixar de sentir-me intimidado pela história o que me levou a mergulhar mais e mais na trama. Pensar na sua componente real ajudou desde logo a olhar a história sobre outra perspectiva bem mais propensa, receptiva e ser bem menos céptico. Para mim esse foi um trunfo muito bem explorado pela autora.

Convido e provoco o leitor a um mergulho nesta peculiar trama. ;)

Deixo aqui um link para quem goste desta temática e esta é concerteza uma das fontes (histórias) que serviu a história. "O mistério dos corpos de mais de 2 mil anos achados em pântanos da Dinamarca" Fonte: BBC Brasil http://www.bbc.com/portuguese/vert-tra-38102988
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