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Prémio Livro do Ano - Berrand - Os 30 finalistas


Já são conhecidos os 30 finalistas da 3.a edição do primeiro prémio literário português atribuído por livreiros e leitores, o Prémio Livro do Ano Bertrand, lançado em 2016 pela Livraria Bertrand.

Os 149 títulos apresentados a votação, distribuídos por quatro categorias – Melhor livro de ficção lusófona; Melhor livro de ficção de autores estrangeiros, Melhor reedição de obras essenciais e Melhor livro de poesia –, resultaram de um trabalho de pré seleção que procurou distinguir os livros, em prosa e poesia, que marcaram o último ano editorial, e contou com o valioso contributo dos jornalistas Inês Fonseca Santos e Sérgio Almeida.



A partir de um convite endereçado pela Livraria Bertrand, todos os livreiros e leitores Bertrand puderam votar nos seus livros preferidos. 


Desta 1.a fase de votações, que teve início em Fevereiro, e decorreu até dia 13 de Março, resultaram os finalistas de cada uma das quatro categorias, que podem ser consultados em: www.bertrand.pt/template/premio-livro-do-ano-bertrand


Melhor Livro de Ficção Lusófona 

  • A Amante do Governador – José Rodrigues dos Santos 
  • D. Maria I – Isabel Stilwell 
  • O Homem Mais Feliz da História – Augusto Cury 
  • Princípio de Karenina – Afonso Cruz 
  • A Última Porta Antes da Noite – António Lobo Antunes 
  • Ensina-me a Voar Sobre os Telhados – João Tordo 
  • Jogos de Raiva – Rodrigo Guedes de Carvalho 
  • O Mistério do Caso de Campolide – Francisco Moita Flores 
  • Eliete – Dulce Maria Cardoso 
  • Pão de Açúcar – Afonso Reis Cabral 

Melhor Livro de Ficção de Autores Estrangeiros
  • O Tatuador de Auschwitz – Heather Morris 
  • Chama-me pelo teu Nome – André Aciman 
  • Cada Suspiro Teu - Nicholas Sparks 
  • A Morte do Comendador I - Haruki Murakami 
  • Os Dez Espelhos de Benjamin Zarco - Richard Zimler 
  • Sangue e Fogo - A História dos Reis Targaryen - George R. R. Martin 
  • O Homem de Giz - C. J. Tudor 
  • O Desaparecimento de Stephanie Mailer - Joël Dicker 
  • Um Gentleman em Moscovo - Amor Towles 
  • A Minha Avó Pede Desculpa - Fredrik Backman 
  • Melhor Livro de Poesia 
  • Nómada - João Luís Barreto Guimarães 
  • Obra Poética I - António Ramos Rosa 
  • As Lições da Intimidade - Luis García Montero 
  • Poesia Reunida - Manuel Resende 
  • Agon - Luís Quintais

Melhor Reedição de Obras Essenciais

 
  • Dona Flor e os Seus Dois Maridos - Jorge Amado 
  • A Leste do Paraíso - John Steinbeck 
  • Os Três Mosqueteiros - Alexandre Dumas 
  • Odisseia de Homero – Homero 
  • Fahrenheit 451 - Ray Bradbury 

No dia 23 de Abril, será divulgado o vencedor de cada categoria, numa cerimónia a realizar na Livraria Bertrand Chiado, aos quais será reservado um lugar de destaque nas livrarias Bertrand, ao longo de todo o ano de 2019.

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Antes de te Conhecer de Lucie Whitehouse


«Um thriller arrepiante e eficaz. Um ambiente negro, invernoso, e o revelar de uma mente perturbada.» - OBSERVER


Hannah é uma mulher independente e determinada que não quer seguir os passos da sua mãe amargurada. 

Mas através de amigos conhece num certo verão, em Nova Iorque, Mark Reilly, e apaixona-se de tal modo que muda de ideias sobre o casamento. Agora vive na sua elegante casa em Londres, com um marido que adora, e sente-se feliz. 

Mas quando ele não regressa de uma viagem de negócios aos EUA e as horas de espera se alongam em dias, Hannah começa a duvidar. 

Porque é que os colegas do marido acham que ele está em Roma, não em Nova Iorque?

Porque não há registos seus no hotel? E quem é esta mulher que lhe anda a telefonar? Hannah começa a investigar a vida do marido e descobre coisas que a fazem duvidar de tudo o que julgava saber sobre ele. 

Da história de encantar que vive, é levada para um mundo de violência e medo. Mas será que os segredos de Mark se destinam a protegê-lo a ele… ou a ela?


 
Lucie Whitehouse nasceu em Inglaterra no ano de 1975, estudou Literatura Clássica em Oxford e agora vive em Brooklyn, Nova Iorque. É autora de quarto thrillers de enorme sucesso.

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Opinião: Pequenos Vigaristas de Gillian Flynn





 



Uma jovem astuta tenta sobreviver num universo marginal, mas sobretudo inofensivo.

Numa manhã chuvosa de abril, está a ler Palmas Espirituais quando chega a Susan Burke.

Excelente observadora do comportamento humano, a nossa narradora faz imediatamente o diagnóstico: uma mulher rica e infeliz, ansiosa por um pouco de drama e de emoção. Mas quando vai visitar a estranha casa vitoriana onde Susan vive, e que é a causa do seu terror e angústia, percebe que talvez já não seja preciso fingir que acredita em fantasmas…

Miles, o enteado de Susan, também não ajuda. Não tarda a que os três se debatam para descobrir onde reside efetivamente o mal, e se existe alguma possibilidade de fuga.
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Este é um conto repleto de bom humor e arguto sentido de escrita.  


Este conto terá sido escrito, a pedido de George R. R. Martin para integrar uma antologia chamada “Rogues” editada por si. Na altura sob um titulo diferente “What Do You Do?” (O que fizeste?).  E agora publicado sozinho, adoptou o nome “Pequenos vigaristas” em Portugal (ou na versão original: “The Grownup” (O crescido). Julgo que o nosso título faz mais sentido.


Gillian Flynn é uma escritora dotada, com mais do que provas dadas nos seus três livros anteriores.  Adoro o seu sentido apurado dos tons cinzas com que adorna os seus livros. Adoro a sua desenfreada e desinibida ambiguidade. Gosto do espaço e margem de manobra que oferece aos seus leitores. Deixa o leitor tomar parte das suas histórias. Tal como o seu sentido prático e cru da realidade humana, sem preâmbulos. Forte e decadente. Adoro!


Muito se tem falado na pressão a que a autora deve estar sujeita, após o seu estrondoso sucesso do livro anterior, e a exigência de um novo livro pelos seus editores e leitores. Mas nestas escassas páginas a autora demonstra que, tanto uns como outros podem estar descansados, ainda há muito talento e histórias para oferecer.


A história fala de uma mulher que sempre viveu do engenho de ludibriar o próximo. Na arte e no empenho nos detalhes que a faz uma personagem ímpar e com um grande poder de atracção.


Esta mulher vivia de duas actividades peculiares, primeiro no campo sexual (masturbação masculina) e depois no campo do paranormal (vidente)! A dada altura é consultada por Susan, uma mulher que tem problemas com o enteado, fragilidade que resolve explorar  para ganhar algum dinheiro à custa da cliente.


O problema é que no decurso desse seu propósito, acabamos por não saber quem está a ludibriar quem! E com esta ambiguidade constante desenvolve-se uma necessidade irresistível de conhecer o desfecho da  história.


A história está tão bem estruturada que consegue abarcar um sentido de humor descontraído, e contrastantes momentos de puro terror e resquícios de paranormal num registo bem mais sério, sem contudo fragilizar de alguma forma a história! 


 Este conto tem um dos melhores “hooks”* que tive o privilégio de ler nos últimos tempos: «Eu não deixei de bater punhetas por não ser boa. Eu deixei de bater punhetas por ser a melhor.»  Ao mesmo tempo,  impetuoso, chocante e provocador. Mostra desde logo uma personagem forte, convicta, sem preconceitos. Com uma elevada auto estima e uma propensão e satisfação em chocar o ouvinte mais pudico. 


Fiquei rendido … Excelente. Recomendadíssimo.


*Técnica da escrita criativa que consiste na escolha de frase iniciais que visam captar a atenção e curiosidade do leitor levando-o querer ler o livro.

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Pequenos Vigaristas de Gillian Flynn


Chega hoje às livrarias mais uma história de Gillian Flynn. Uma história curta e escrita com a hábil mestria a que a escritora habituou os seus leitores.

«Como já todos sabemos, Flynn é brilhante a dar voltas na intriga e a manipular as expectativas dos leitores. O leitor terá de se pôr a adivinhar durante toda a história… e para além dela.» The Times

Uma jovem astuta tenta sobreviver num universo marginal, mas sobretudo inofensivo. 

Numa manhã chuvosa de abril, está a ler Palmas Espirituais quando chega a Susan Burke.

Excelente observadora do comportamento humano, a nossa narradora faz imediatamente o diagnóstico: uma mulher rica e infeliz, ansiosa por um pouco de drama e de emoção. Mas quando vai visitar a estranha casa vitoriana onde Susan vive, e que é a causa do seu terror e angústia, percebe que talvez já não seja preciso fingir que acredita em fantasmas…

Miles, o enteado de Susan, também não ajuda. Não tarda a que os três se debatam para descobrir onde reside efetivamente o mal, e se existe alguma possibilidade de fuga.


 
Gillian Flynn é autora de Em parte Incerta best-seller do New York Times e um dos melhores livros de 2012. 

É também autora de Objetos Cortantes, vencedor do Dagger Award e nomeado para o Edgar Award de romance de estreia, escolha da BookSense e da selecção de Descobertas da cadeia de livrarias Barnes & Noble. E ainda de Lugares Escuros, adaptado recentemente ao cinema. A autora está publicada em vinte e oiro países.

Vive em Chicago com o marido e o filho

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