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A Carícia do Assassino de A.J. Rich



Quando a jovem Morgan Prager regressa casa após um dia de trabalho e encontra a porta de casa entreaberta, fica apreensiva. 

Ela é uma profiler reputada, está prestes a terminar a tese sobre "psicologia da vítima", vive sozinha em Nova Iorque. Dificilmente se deixará surpreender, pensa. 

Mas quando entra no apartamento, percebe o quão enganada estava. Espera-a um cenário dantesco: um rasto de sangue; o seu noivo sem vida, com o corpo dilacerado pelos seus três cães de estimação. 

É-lhe difícil acreditar que os cães, meigos e treinados, pudessem cometer um crime tão hediondo, mas as provas são irrefutáveis. Destroçada, Morgan tenta localizar os pais do noivo. O que acontece a seguir vai abalar ainda mais as suas convicções: os futuros sogros não existem, a identidade do homem por quem se apaixonara é um enigma, e ela estava longe de ser a única mulher na sua vida. 

Para alguém que se dedica a estudar perfis de criminosos e vítimas, a ironia é demolidora. A sua investigação, inicialmente motivada pela curiosidade e o orgulho ferido, ganha uma nova urgência quando se apercebe de que corre perigo de vida. E não é a única…


 
A.J. Rich é o pseudónimo da dupla formada por Amy Hempel e Jill Ciment.

Amy Hempel, autora galardoada, é conhecida pelas suas coletâneas de contos. Em 2006, a sua obra Collected Stories foi considerada um dos dez livros do ano pelo New York Times. 


Atualmente dá aulas de Escrita em Bennington College e na Universidade da Florida, e faz parte do conselho de administração de duas organizações sem fins lucrativos que visam ajudar cães maltratados. Divide o seu tempo entre Gainesville (Florida) e Nova Iorque.

Jill Ciment, também autora de contos, romances e um livro de memórias, foi premiada inúmeras vezes pelas suas obras. É professora na Universidade da Florida, e reside em Brooklyn, Nova Iorque, e também em Gainesville, na Florida. 

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Opinião A Música do Silêncio de Patrick Rothfuss




 

Sob a Universidade há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem da sua existência: uma rede descontínua de túneis antigos, corredores serpenteantes e salas abandonadas. Ali, no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem.

O seu nome é Auri, e é uma jovem cheia de segredos. 


A Música do Silêncio é um vislumbre breve e agridoce da sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história oferece-nos a oportunidade de ver o mundo pelos olhos de Auri. E dá-nos a oportunidade de conhecer algumas coisas que só ela sabe...

Neste livro, Patrick Rothfuss leva-nos ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série «A Crónica do Regicida». Repleto de segredos e mistérios, A Música do Silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida a tentar viver num mundo destruído.




O que dizer deste livro? É difícil exprimir o conjunto de todas as minhas reacções e considerações à escrita de Patrick Rothfuss e à sua história! Muito fica por dizer.


Antes vou contextualizar …, esta é a primeira obra que leio do autor. E ao contrário do que o autor recomenda na sua nota introdutória, eu decidi, por conta e risco, começar por este livro sem ler os anteriores! Para terem uma melhor ideia do que achei deste livro vou ter que vos tentar transmitir a evolução da minha opinião! Estranho? Tudo neste livro é estranho ;) , e ainda assim aceitável e coerente …


Quanto à escrita do autor, achei-a deliciosa, com personalidade e um sentido de humor grandioso. É uma escrita “verdadeira” e atractiva. Um autor cujas notas são deliciosas e mostram uma grande versatilidade e perícia.


Gostei de ambas as notas do autor, a introdutória e a final, contextualizam um pouco a história e a sua razão de ser. Na nota final ficamos na dúvida, quando ele fala de uma amiga (“Vi”) a quem pediu opinião sobre a obra, se o que ele ouviu foi de facto o que a sua amiga disse ou o que o álcool quis que ele ouvisse. Não falo num sentido pejorativo, mas nos seus próprios relatos que nos ofereceu com o seu arguto bom humor. Não deixa de ser uma forma ardilosa de se escudar e justificar a escolha de publicar a mesma. Inteligente.;)


Quanto à história. … É sem dúvida diferente! Aborda a vida de Auri, uma jovem que tem uma vida, no mínimo peculiar. Não pude deixar de relacionar a vida da personagem com a arte milenar do Feng Shui*. Há uma preocupação genuína em respeitar o objecto, o espaço. Uma preocupação em encontrar o local, a posição perfeita para que a energia positiva seja harmoniosa e contribua para o bem-estar da personagem. 


Quanto à forma. A primeira coisa que salta à vista é a falta de diálogos! Também não há conflito (ou é quase inexistente!). Acção? Humm, como direi isto … dependendo da definição de cada um, poderemos aceitar que haja resquícios de acção… Há sem dúvida um objectivo, uma evolução, se quiserem, da personagem. Algo que a move, algo que a incita. No final do livro, pensava eu para mim, mas será que eu não consegui vislumbrar a história em toda a sua amplitude? O que me falhou? Algo terei deixado passar.


A resposta veio numa nota final do autor, que não só corroborou todas as minhas impressões (e me deixou mais descansado, convenhamos) mas também me deu uma justificação para esse facto. Esta era uma história que tinha que ser escrita, esta era uma história que tinha que ver a luz, ou expor-se à luz do público. Era uma história que não tinha que estar amarrada a convenções, que já tinha uma forma definida e não se podia adaptar a um molde e perder a sua essência.


Esta história será além de tudo controversa, dividirá opiniões, estou certo. E já pude confirmá-lo no muito que se tem escrito. Mostra algo mais do autor, a sua coragem em se expor por aquilo que acredita, embora houvesse renitência conforme ele mesmo admite.



Quero ler mais do autor, isso é certo, fiquei muito curioso. Vou tentar arranjar as duas obras anteriores do autor e voltar aqui para dar a minha opinião sobre as mesmas. Gostei do sentido de humor, da sua genuinidade, da sua escrita, da sua coragem e da sua atitude de desafio.


Li esta opinião a três pessoas, e li duas passagens das notas do autor. E a reacção foi “Tenho que ler este livro!”. Pobre é o livro que não dê lugar a alguma controvérsia. ;)


*(wikipedia: Segundo esta corrente de pensamento, estabelecendo uma relação yin/yang, os ideogramas Feng e Shui (respectivamente Vento - yang - e Água - yin -) representariam o conhecimento das forças necessárias para conservar as influências positivas que supostamente estariam presentes em um espaço e redirecionar as negativas de modo a beneficiar seus usuários.









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