Posted onsexta-feira, 3 de novembro de 2017by
Paulo Pires
Pode-se enterrar a história, mas não se pode esconder a verdade.
Quando um parágrafo num jornal revela uma tragédia com décadas, a maioria dos leitores quase nem se apercebe. Mas, para três estranhos, é impossível ignorar…
Numa demolição em curso de uma velha casa de classe média em Londres, um trabalhador descobre um esqueleto minúsculo, que parece estar enterrado há anos.
Para a jornalista Kate Waters, é uma história que lhe chama a atenção. Escreve uma notícia para o jornal onde trabalha, mas sente que faltam muitas respostas, e a pergunta que lhe surge é: quem é o bebé sepultado?
À medida que Kate investiga, descobre ligações com um crime que abalou a cidade há anos: um bebé recém-nascido foi raptado da maternidade de um hospital local e nunca foi encontrado. Os pais ficaram devastados pela perda e ausência de respostas. Mas há muito mais nesta história e Kate investiga a casa e o passado das pessoas que moraram no bairro e que se recusam a falar do grande mistério do rapto da criança.
E Kate depressa se encontra na posse de segredos inesperados que surgem das vidas de três mulheres — e divididos entre o que ela pode e não pode contar…
Natural de Cambridge vive no sudoeste da França. Fiona Barton tem aprendido e trabalhado com jornalistas de todo o mundo.
Foi jornalista principal do Daily Mail, editora de noticiário no Daily Telegraph e jornalista principal no Mail on Sunday, onde foi considerada a Jornalista do Ano pela British Press Awards.
Posted onterça-feira, 14 de junho de 2016by
Paulo Pires
A HISTÓRIA DO LIVRO A Mulher A existência de Jean Taylor era de uma banalidade abençoada. Uma boa casa, um bom marido. Glen era tudo o que sempre desejara na vida: o seu Príncipe Encantado. Até que tudo mudou.
O Marido Os jornais inventaram um novo nome para Glen: monstro era o que gritavam e lhe chamavam. Jean estava casada com um homem acusado de algo impossível de imaginar. E à medida que os anos passaram sem sinal da menina que alegadamente raptara, a vida de ambos foi sendo escrutinada nas páginas dos jornais.
A Viúva Agora, Glen está morto e pela primeira vez Jean está só, livre para contar a sua versão da história.
Jean Taylor prepara-se para nos contar o que sabe. Quatro anos após o desaparecimento de Bella Elliot, de dois anos, Glen Taylor é atropelado por um autocarro e morre. Glen era o principal suspeito no caso de Bella, mas foi absolvido após provas cruciais serem dadas como inadmissíveis. Após a morte, a sua mulher Jean é, de novo, o foco das atenções dos jornalistas. Jean convida a jornalista Kate Waters para ir a sua casa para uma entrevista. Ao mesmo tempo Bob Sparkles ainda está a investigar o caso de Bella, apesar de ter sido afastado duas vezes, porque os superiores estavam preocupados com a sua obsessão pelo caso. As perguntas de Kate a Jean e as respostas dela são reveladoras de que Jean sabe mais sobre o envolvimento do marido, no rapto.
Bella, uma criança, desaparece do jardim de sua casa quando
a mãe por breves instantes a perde de vista.
Bob Sparkes, o detective, é incansável e não dormirá
descansado enquanto não descobrir Bella. Kate, por sua vez, vê na notícia um
grande furo jornalístico que não quererá perder.
Glen é o principal suspeito, que desde cedo sabemos ter
morrido. Como afectará esta suspeita a Viúva de Glen, Jean Taylor? Saberia ela
de alguma coisa? Estaria envolvida no desaparecimento? Ou, é ela também uma vítima
nesta trama?
É um thriller que surpreende e mantém o leitor em estado
alerta, tentando encontrar pistas que determinem, ou coloquem em causa, o suspeito.
A história conta com várias perspectivas e vários flashbacks conferindo uma
maior amplitude visual sobre todo o enredo.
A dúvida é a palavra de ordem nesta história. Um conceito que
Fiona Barton tenta alimentar ao longo do livro, quando, subtilmente põe em
causa dados que tomávamos como certos e sólidos.
Na história sobressaem 3 personagens, Jean Taylor – a viúva,
o detective Bob Sparkes e Kate Waters – a jornalista.
O detective Bob Sparkes é o clássico detective que não
consegue largar o caso, e enceta, determinado, a jornada na procura da verdade
que envolve a pequena Bella, colocando em causa a sua própria carreira e
emprego.
Kate Waters é a jornalista dedicada, com uma grande
capacidade de persuasão e muita ambição à mistura. Dotada de um limitado pudor
quanto à privacidade e uma limitada lealdade, quando em causa está o seu
objectivo: obter a notícia.
Esta personagem acaba por ter um simbolismo de maior relevo se
pensarmos que a autora é, também ela, jornalista de investigação, sendo mesmo
uma das jornalistas que seguiu em Portugal o caso Maddie: um caso de relevo (e
cobertura mediática) internacional sobre o desaparecimento de uma criança, em
2007 no Algarve, para o qual nunca se chegou a saber o que realmente aconteceu
à criança.
Achei que a experiência
jornalística da autora foi devidamente vertida na história. É curioso ver uma
jornalista falar do sufoco que as "suas vítimas" são sujeitas, como
se aproveitam das debilidades das mesmas para alcançar os objectivos.
A evolução da personagem Jean Taylor é consistente e é
eficaz. Jean revela traços de uma personalidade submissa, dependente e leal.
Com o desenrolar da história, Jean vai crescendo, libertando amarras, num
processo mais introspectivo do que extrospectivo, em que testemunhamos as
questões e dúvidas aflorarem à consciência da personagem.
Há aqui, de facto, um trabalho meticuloso na exposição da
fragilidade da personagem alimentando, paralelamente, a dúvida do leitor. Houve
também a intensão de uma sobreexposição de Jean, através da morte de Glen. Será
que a verdade morre com ele?
Outro elemento que a autora aproveitou, na minha opinião,
foi a memória colectiva que temos de Maddie, ainda que nunca seja feita tal
referência (no livro) rapidamente nos vemos a transferir para esta história uma
“segunda” tentativa de conhecer o desfecho do desaparecimento.
A autora disse numa entrevista recente que se encontra a
escrever o segundo livro. Mal posso esperar. J
Posted onquinta-feira, 2 de junho de 2016by
Paulo Pires
A HISTÓRIA DO LIVRO A Mulher A existência de Jean Taylor era de uma banalidade abençoada. Uma boa casa, um bom marido. Glen era tudo o que sempre desejara na vida: o seu Príncipe Encantado. Até que tudo mudou.
O Marido Os jornais inventaram um novo nome para Glen: monstro era o que gritavam e lhe chamavam. Jean estava casada com um homem acusado de algo impossível de imaginar. E à medida que os anos passaram sem sinal da menina que alegadamente raptara, a vida de ambos foi sendo escrutinada nas páginas dos jornais.
A Viúva Agora, Glen está morto e pela primeira vez Jean está só, livre para contar a sua versão da história.
Jean Taylor prepara-se para nos contar o que sabe. Quatro anos após o desaparecimento de Bella Elliot, de dois anos, Glen Taylor é atropelado por um autocarro e morre. Glen era o principal suspeito no caso de Bella, mas foi absolvido após provas cruciais serem dadas como inadmissíveis. Após a morte, a sua mulher Jean é, de novo, o foco das atenções dos jornalistas. Jean convida a jornalista Kate Waters para ir a sua casa para uma entrevista. Ao mesmo tempo Bob Sparkles ainda está a investigar o caso de Bella, apesar de ter sido afastado duas vezes, porque os superiores estavam preocupados com a sua obsessão pelo caso. As perguntas de Kate a Jean e as respostas dela são reveladoras de que Jean sabe mais sobre o envolvimento do marido, no rapto.
Natural de Cambridge vive no sudoeste da França. Fiona Barton tem aprendido e trabalhado com jornalistas de todo o mundo.
Foi jornalista principal do Daily Mail, editora de noticiário no Daily Telegraph e jornalista principal no Mail on Sunday, onde foi considerada a Jornalista do Ano pela British Press Awards.
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