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Intruso de Tana French



«A verdade é avassaladora. Um passo errado pode arruinar muitas vidas. Um romance psicologicamente denso em que nada é o que parece.»


Uma jovem é morta em casa. Não há sinal de arrombamento e a mesa está posta para um jantar romântico. As pistas apontam para mais um caso de violência doméstica. Mas algo não bate certo. Um dos detetives reconhece aquela rapariga e o instinto diz lhes que há algo mais por trás daquele crime. Talvez tenha razão...

A verdade é avassaladora. Um passo errado pode arruinar muitas vidas. 


Eis um romance psicologicamente denso e absolutamente viciante, em que nada é o que parece.

Perfeito e arrebatador para os fãs de Donna Tart e Gillian Flynn..




http://www.clubedoautor.pt/public/ClubeDoAutor/ Tana French nasceu em 1973, na Irlanda. O seu romance de estreia, In the Woods, valeu-lhe o Prémio Edgar, e foi um dos livros mais vendidos do ano internacionalmente. Tem vários livros publicados.

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Homo Creator de Edward O. Wilson


«Uma obra extraordinária e desafiadora sobre a verdadeira origem do que nos transformou em seres humanos»


Edward O. Wilson, um dos mais importantes cientistas vivos, fala nesta obra sobre a essência da natureza humana. O premiado biólogo explica por que razão a nossa espécie é altamente avançada e extremamente perigosa.

O Homo Sapiens surgiu há cerca de 100 mil anos. Mas como foi a evolução para os seres humanos? Porque é que a criatividade é a característica determinante da nossa espécie? Como surgiu? Como se manifesta? Como nos distingue das outras espécies? E qual o seu potencial destrutivo? Ao narrar as origens e a evolução da criatividade, o autor revela-nos uma outra dimensão da humanidade.

A criatividade torna-nos especialmente avançados enquanto espécie, mas também nos dá o potencial para sermos extremamente perigosos, sobretudo no que respeita ao nosso planeta. Neste livro profundo e revelador, Edward O. Wilson procura saber como surgiu esta expressão humana única e fundamental e como se manifestou ao longo da história da nossa espécie.

Revelando grande sensibilidade e misturando meditações filosóficas com factos científicos, o autor demonstra que a criatividade teve início há mais de cem mil anos e narra a sua evolução desde os antepassados primatas até aos seres humanos. Os primeiros Homo sapiens tinham um cérebro e uma memória maiores, levando à elaboração de narrativas internas e, pela primeira vez na vida, a uma verdadeira linguagem. A partir daí, surgiu a nossa criatividade e cultura sem precedentes.


Wilson aborda ainda a importância da relação entre as humanidades e as ciências: o que se oferecem mutuamente, como podem unir-se e quais são as suas lacunas.


O passado e o presente da criatividade e da humanidade, e também uma proposta de mudança, para que, no futuro, possamos aprender mais sobre a natureza humana e aperfeiçoar a nossa relação com a natureza.




http://www.clubedoautor.pt/public/ClubeDoAutor/ Edward O. Wilson é um dos mais proeminentes biólogos do mundo. Nasceu em Birmingham, no Alabama, em 1929 e desde cedo se sentiu atraído pelo ambiente natural. Professor emérito da Universidade de Harvard, reside com a mulher em Massachusetts.

Escreveu mais de 30 obras, entre as quais A Criação, A Diversidade da Vida, Cartas a um jovem cientista, A conquista da Terra, O Sentido da Vida Humana e On Human Nature e The Ants, ambas distinguidas com o Prémio Pulitzer.

Entre os mais de cem prémios que recebeu destacam-se a Medalha Nacional das Ciências dos EUA, o Prémio Crafoord (equivalente ao Prémio Nobel) da Real Academia Sueca de Ciências, o Prémio Internacional de Biologia do Japão e, em letras, dois prémios Pulitzer, os prémios Nonino e Serono de Itália e o Prémio Internacional Cosmos do Japão..

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Marcada para Morrer de Peter James


« o The Times considera que «este livro consegue reunir todos os atributos de James e ser a sua história mais cativante e assustadora até agora», ideia corroborada pelo Huffington Post («Este pode ser o melhor livro de Peter James até agora. Realmente talentoso. Um livro que não se consegue pousar.»)»


Um grito assustador. Foi a última coisa que Jamie Ball ouviu da sua noiva Logan. Depois, a chamada caiu e Logan desapareceu. Nessa tarde, os restos de uma jovem mulher morta há trinta anos são encontrados numa escavação.

Para o detetive superintendente Roy Grace e a sua equipa estes dois casos não parecem estar relacionados. Até que outras jovens mulheres desaparecem, mais corpos emergem e uma nova pista surge: uma informação crucial que um distinto psiquiatra descobre através de um paciente, mas que só a polícia deveria saber… E o detetive tem a arrepiante impressão de que é essa a chave para entender os crimes do passado e do presente. Se é o mesmo assassino, porquê a pausa entre as mortes? Quem se esconde por trás destes crimes brutais?

O detetive Roy Grace nem imagina a perversidade que o espera…
Tem um encontro marcado com o mal




http://www.clubedoautor.pt/public/ClubeDoAutor/Peter James é autor de vários romances, traduzidos em 36 línguas. Foi eleito o melhor autor de thrillers pela cadeia de livrarias WH Smith e, para muitos leitores, é considerado o melhor autor deste género de livros. Ao longo da sua carreira, recebeu várias distinções, entre as quais o Diamond Dagger Award, o Prix Polar International e o Prix Coeur Noir. Três dos seus primeiros livros foram adaptados para o cinema.

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Opinião: A Cicatriz do Mal de Pierre Lemaitre





 


Galerie Monier, Paris.

Uma mulher é apanhada de surpresa por três homens armados que assaltam uma joalharia em plena galeria de lojas dos Campos Elísios.

A mulher chama-se Anne Forestier. Trata-se nada mais nada menos do que a companheira do comissário Camille Verhœven, responsável pela Brigada Criminal. Fazendo tábua rasa da lei e correndo o risco de perder o posto de trabalho, o comissário esconde dos demais polícias o facto de conhecer Anne e toma a investigação a seu cargo. É o primeiro passo de uma manipulação orquestrada por um assassino vingativo. Na realidade, quem dá caça a quem? E quem é a verdadeira presa?

Gravemente ferida e coberta de cicatrizes, Anne fica internada no hospital, até que Camille a esconde na casa isolada que herdou da mãe. Perseguida por um dos atacantes, esta misteriosa mulher manterá o comissário na corda bamba, tanto a nível pessoal como profissional. Digno herdeiro de Sherlock Holmes e Hercule Poirot, com uma costela de Philip Marlowe, o comandante é um mestre na arte de bem investigar, mas este caso revela-se uma manipulação com requintes de vingança pessoal.


Como habitualmente acontece na escrita de Lemaitre, as aparências enganam, e Camille acabará por compreender que é vítima de uma intriga que remonta ao passado, vendo-se obrigado a recorrer a todos os expedientes e mais algum para descobrir o responsável, bem como as razões que motivam o enigmático assassino.





Anne, companheira de Camille, é uma vítima acidental de um violento assalto. O inspector não olhará a meios para apanhar o responsável, pondo mesmo a carreira em risco! A investigação leva-o a um astuto criminoso movido por uma vontade de ferro. Estará Camille à altura? Terá este caso ultrapassado a sua capacidade de discernimento?

O "Mestre" Pierre Lemaitre é para mim uma referência no que a boa escrita diz respeito! É um dos poucos autores que conheço em que de imediato consigo percepcionar uma fluidez criativa, natural e impar no processo da escrita (literalmente falando)!

Deixem-me colocar as coisas de outra forma, imaginem o desportista dotado que faz umas habilidades na cidade natal movido por um prazer narcisista e a quem antevemos facilmente um futuro brilhante se se dedicar. Depois imaginem um segundo que além de dotes naturais junta também uma grande técnica e um rigor a toda a prova, que trabalha arduamente e arrecada prémios em todas as competições. E por fim imaginem um terceiro que com aparente desprendimento, de uma forma natural e sem grande esforço sobressai sobre o segundo e nos leva a desprendermo-nos da mecânica do desporto e convecções inerentes, e simplesmente nos permite apreciar e deliciarmo-nos com a oportunidade de partilharmos daquele momento. É neste último grupo que enquadro o autor.

O enredo é passado em apenas 3 dias! Um luta constante contra o tempo. A história encerra um conjunto de eventos, que confesso que a dada altura me questionei como o autor ia conseguir apresentar o desfecho de uma forma coerente e verosímil! Mas, como tem sido recorrente, o autor é um manipulador astuto e o desfecho acaba por ser bem conseguido deixando apenas o suficiente em aberto para desejarmos ler o próximo de imediato.

A leitura quer-se atenta, porque é frequente uma transição de perspectiva, recorrentemente sem grandes preâmbulos passamos do narrador para Camille ou para outra qualquer personagem! 
Outras vezes damos por nós a ser chamados para um diálogo com o próprio narrador! A partilhar desabafos como se tratasse de dois velhos amigos que bebem um copo no fim do dia exorcizando os males do mundo. 

« Os assassinos são como o leitor e eu.» «O género de mulher que pode apunhalar o leitor pelas costas sem a mínima hesitação»
 
Pode parecer estranho mas na minha opinião enriquece o enredo. O assumir da nossa perspectiva por parte do narrador, trás uma proximidade ao leitor levando-o a questionar a intencionalidade dos argumentos apresentados.

Pierre tem uma postura provocadora transversal nos três livros que li dele!

Eu explico ... 

Primeiro no grafismo literário empregue quando descritas as situações de violência ou efeitos das mesmas, é de tal forma intenso e realista que arrepia a pele ao ler essas passagens. 

«corpo (...) arrastado pela álea e jacente num charco de sangue». 

Não há paninhos quentes, há sim uma crua descrição com um primor requintado. Há também da parte do autor uma soberba, que não deve ser confundida com arrogância mas antes com um orgulho e segurança na forma como escreve.
Por último (para não me alongar), há um constante desafio ao leitor, ora o idolatra presenteando-o com uma proza unica variada, ora o testa!

(Para exemplificar o que digo eis o meu comentário durante a leitura do livro no goodreads):
 
"Permitam-me achar este autor impar, de uma arguta e sofisticada prosa. Pródigo em vocábulos que me atiçam e me esboçam um sorriso nos lábios. É certo que se está a meter comigo, não tenho a menor dúvida! No meio de uma frase despeja 1 ou 2 palavras e com requinte deixa no ar a questão ... Percebeste?: 

«gosta da resistência, o doutor Dainville, é acrimonioso, altaneiro, indelicado, mas gosta das complicações. Agressivo, belicoso (...)» Pag 128"

Quanto à sua prosa literária, é de facto peculiar. Não consigo deixar de ficar rendido a uma tão evocativa e natural escrita.

Neste livro o autor trabalhou 4 conceitos interessantes: a descrença, o inconformismo, a inevitabilidade e o ocaso, não necessariamente por esta ordem. E usa-os para uma vez mais manipular a percepção do leitor.

A história é interessante, mas devo confessar que na minha opinião, neste livro a escrita do autor sobressaí perante a própria história.

A ler ...




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